16/02/2011

adeus, ronaldo

Ronaldo vai ser embaixador do Coringão. Se fosse nos tempos do Vicente Mateus, seria embaichador. Não chora, não, Ronaldo. Pior do que ser jogador em fim de carreira, é ser publicitário. É pura propaganda enganosa.

mercado publicitário chingling

Pior que o mercado de trabalho chinês, é o nosso mercado publicitário brasileiro. A putaria rola solta do lado de baixo do Equador. Dá vontade de mandar todos para Lorem ipsum lorem ipsum Lorem ipsum lorem ipsum lorem ipsum lorem ipsum lorem ipsum lorem ipsum.

12/01/2011

drive-tru da fé

Na Av. Domingos de Moraes, em São Paulo, quase surtei ao me deparar com um drive-tru da fé. Isso mesmo! Pasmem vocês. Uma das igrejas de algum senhor salvador da vida tem um drive-tru, para os fiéis passarem com seus carros. Será que você pede por número? Tem pra viagem?

A indústria da fé anda criativa demais para o meu gosto.

11/01/2011

vingança


O Workshop de Criatividade na ESPM, com Prof. Predebon, foi bárbaro. Muito à vontade, descontraído, leve. Aproveitei e, depois, me inscrevi para outro curso de férias: Branding. Inscrevi-me propositalmente nestes cursos por se complementarem, prática e teoria.

Vamos lá, dia de aula, quase enfartei. Quando adentrei à sala, fiquei em estado de choque. Só tinha eu e um outro diretor de arte com All Star. Todos os presentes civilizadamente trajados, imóveis nas carteiras, semblantes fechados. Ué, não é um curso de férias? Se estão em férias, subentende-se que deveriam estar felizes. Pensei que tivesse entrado em sala errada, mas era aquela mesma a minha turma. Vi que todos eram de áreas de marketing de empresas, ou seja, clientes. Juro, tenho que admitir que me deu um comichão, uma leve vontade de me vingar e soltar uma bomba! Me vingar por todos os meus colegas da criação massacrados, por todos os prazos curtos, campanhas com foto da filha do dono, cliente poeta.

Mas fui complaciva. O colega de classe de hoje pode ser o job de amanhã.

Ainda bem que mudei de ideia, porque a aula foi fantástica.

09/01/2011

eu quero paz

Na primeira enchente do ano, estava eu num busão voltando da Vila Mariana. Lotado. Mas lotaaado mesmo! Além do povão de sempre, tinha uma madame que se destacava. Uma moça muito bonita, elegantemente vestida (mais bem vestida que a segunda dama na posse da Dilma), de mãos dadas com sua filhinha (de uns 7 ou 8 anos). Acho que nunca haviam entrado em ônibus na vida. Pensei, será que o carro dela ficou na enchente ou o motorista mora na ZN e não conseguiu chegar? A, menina, tadinha, toda espremida e se abanando, soltou a pérola: Manhêeee... não tá dando, eu quero paz!


uma noite surreal

Meia noite. Pus o relógio para despertar às 7h. O toque estridente me arrancou de um sono profundo e sem sonhos. Seria mais um dia tedioso de trabalho. Fiquei perplexo quando olhei no relógio e vi que ainda era meia noite. Tudo à minha volta começou a acelerar. O quarto, as paredes, eu mesmo, virando partículas, até apenas restarem átomos soltos. Fui jogado para uma outra dimensão, um outro espaço-tempo. Surreal. Sentia que eu e todas as coisas no universo éramos um único ser. Sabia todas as respostas antes mesmos das perguntas. Uma sensação de onisciência. Não queria abandonar este estado de consciência. Novamente as partículas começaram a se mover com velocidade e viajei para outros universos paralelos coloridos, vivos, vibrantes. Acordei novamente na minha dimensão, sem entender o que aconteceu. Teria sido um sonho? Aquela experiência pulsava em mim, as imagens e cores ficaram coladas em minha retina, em minha alma. Precisava extravasar, exteriorizar. Nas telas, valsavam as cores e nascia a assinatura: Salvador Dalí.

brainstorm no busão

Acabei de chegar em casa! Aproveitei as férias para participar de um Workshop de Criatividade, na ESPM, ministrado por José Predebon. Eu adorei! Ele é muito fera! Quantas vezes, quando tinha um bloqueio criativo, pegava um busão assim como não quer nada. Busão é inspirador, diálogos hilários, um insight atrás do outro. O workshop ensinou várias técnicas incríveis de desbloqueio, mas a do busão ninguém conhecia. Quem sabe entra na grade do ano que vem?

14/12/2010

fogo amigo

Todos os meus sonhos foram embora, foram mortos, tombaram no campo de batalha, abatidos por fogo amigo: eu mesmo. Sou a vítima e carrasco. Não consigo chorar. Quando me alistei, não pensei que estava alistando minha vida, meus sonhos, dando meus sonhos para servirem a uma pátria decadente, insana, louca. Sinto o gosto amargo de sangue misturado com a terra, com a dor. A dor é minha velha conhecida. Meu peito explode. Não há flores em um túmulo, não há amigos, não há túmulo, sou apenas um velho combatente como tantos outros, um corpo caído sem vida, sem decência, sem inspiração. Meu corpo cai, meu rosto encontra a terra vermelha e úmida. Minha mente vaga em busca de lembranças. Só encontro pequenos fragmentos de sonhos que não realizei, de lugares que não conheci, pessoas que não amei, abraços que não me aqueceram. Daria tudo por um bom café. A juventude se foi, a vida se foi. Gostaria que houvesse tempo. Mas ele se foi. Não tem volta, está estático, parado. Queria ter tido um bom momento que valesse à pena. Não consigo pensar direito. Sinto um torpor doce. Minhas lembranças estão misturadas com o gosto do sangue. Guerra é uma desonra, insanidade, surreal. Um estado involutivo da humanidade. A raça superior dá sinais de baixeza e vergonha. Estou aqui servindo a uma pátria que não me serve de nada. A dor é latente.

Voo agora. Um voo leve e doce. Livre, enfim.

relacionalento

Relacionamento é bom quando há troca, afeto, simplicidade, cumplicidade. Aquele tipo de amor que faz cócegas, em que se compartilha a cama e as crenças, deixa respirar. Já, há outros tipos de relacionalentos, aquela coisa chata, pobre, insossa, onde um vive encostado no outro, sem atitude, sem coragem de transgredir, mudar a forma, buscar o novo. Crises, débeis discussões, dedos em riste, trocas de acusações tão previsíveis. Inércia.

02/06/2010

felicidade: em caso de superdosagem, suspenda a medicação

Em caso de suspeita de felicidade, procure contaminar as pessoas. Porque nem todos temos esse privilégio de ser portador. Você pode trombar com a felicidade por aí, como quem não quer nada. E amanhã pode acordar curado, de mau humor, carrancudo, chutando o cachorro, brigando com o cobrador, esporrando o mundo.
Ser feliz é um estado de espírito que vai e vem em pequenos surtos.

28/02/2010

programa imperdível de twiteiro

A livraria Cultura promoveu o debate “Twitter: Livros e Literatura”, que teve como convidados os escritores Marcelino Freire e Ronaldo Bressane, o crítico Frederico Barbosa e, como mediador, o jornalista Sergio Miguez. Foram duas horas deleitantes de um bate-papo cultural.

Mais um grande programa gratuito em nossa metrólopole. A única coisa que não foi grátis foi a pilha de livros que comprei...rss...Não resisti. Saramago, João Ubaldo, Jabor e o próprio Marcelino Freire, divertidíssimo, que estou descobrindo agora suas obras.

Quero aproveitar e fechar este e-mail com um fato de acabei de ler no site da Folha, sobre o falecimento, hoje, de José Mindlin (um dos mais reconhecidos bibliófilos brasileiros), e citar uma de suas célebres frases "A gente passa, os livros ficam".

cena apocalíptica

Ontem na Paulista aconteceu uma cena hilária. Um homem sentado num singelo caixotinho, trajando terno, com um look tipo beato Salu e um topete à la Einstein... Segurava um cartaz apocalíptico, escrito : "O final está próximo". Será algum viral ou o tiozinho surtou de vez?

labrador com espírito de poodle

Um fato parou toda a Santa Amaro: um rapaz de bicicleta carregando um labrador... Inacreditável! Já vi gente levando, no mínimo, um pequeno cachorro na cestinha. Mas levar um cachorro de grande porte, solto na bicileta, equilibrando-se sozinho, foi a primeira vez. Será que é alguma nova atração do Circle du Soleil?

01/12/2009

invista nos fundos: aplique seu dinheiro na cueca

A saga da propina continua. Em tempos de crise e oscilação do mercado, sobe-e-desce da bolsa, o melhor é guardar seu rico dinheirinho na cueca ou na meia, como fazem muitos políticos e, mais recentemente, o ilustre empresário e proprietário do jornal "Tribuna do Brasil" Alcyr Duarte Collaço Filho, em matéria publicada hoje em diversos veículos, como no O Estado de S. Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u659802.shtml). É melhor usar cueca samba-canção, que cabe mais bufunfa.

pérolas da propaganda

Em 10 anos como redatora, são muitas as pérolas. Briefings indecifráveis, cliente escritor, cliente diretor de arte, secretária amante que o cliente quer que seja a garota-propaganda e afins. No ano passado, um cliente superou-se. O diretor da empresa, que é poeta e escritor, pediu para trocarmos todo o texto das peças da campanha pelos textos que ele havia escrito... Foi hilário.

01/10/2009

pé na bunda – ofereça a outra face

Em caso de pé na bunda, seja humilde e misericordiosa: ofereça a outra face. Deixe que o cara entre de sola em sua inglória bunda. Eles pensam que minha bunda não tem sentimentos. Leve um pé na bunda, mas leve com dignidade.

30/09/2009

igreja FÉ – Fui Enganado

Em tempos de crise, a fé é sempre o melhor negócio. Abrir uma nova igreja, templo, terreiro, sempre é um excelente investimento, que rende grandes dividendos. O povão, em caso de nome no SPC, divórcio, filho viciado, ex-mulher pedindo pensão, sempre apela para a fé e adora uma novidade, uma igreja pop ou templo fashion.
Aposte na fé! É a salvação

vidente cega garante ou seu dinheiro de volta

O Brasil é realmente o país da piada pronta. Passando pela Av. Santo Amaro, em São Paulo vi um cartazete todo torto, escrito: “Vidente Cega – lê tarô”. Quer dizer o quê? Até agora estou meditando e tentando entender.
Já que estamos no assunto de videntes, amarradores e afins, outro dia vi algo que se superou. Cartaz colocado no poste: “Amarrações: trago seu amado, mesmo que esteja com outra, ou seu dinheiro de volta”. Por que “ou seu dinheiro de volta”? Vai ver, já foram reclamar de pai-de-santo no PROCON.
Como publicitária, me sinto uma idiota e sem criatividade nenhuma. Porque, criatividade mesmo, é isso que a gente vê por aí, é o popular.

10/08/2009

stop four X stop jegue

Passei por Americana, este final de semana, e está acontecendo algo hilário. Agora o trânsito conta com uma nova sinalização, diretamente importada dos "states"...rss. Nos EUA, nas esquinas, para sinalizar o "Pare", há "Stop Four". Americana, justificando o próprio nome e fundadores, "importou" o sistema de sinalização do Tio Sam. Nas esquinas da cidade, ao invés de "Pare", temos a marcação "Stop Four". Resultado desastroso: os quatro carros param e, obviamente, ninguém segue. Mais uma piada pronta na terra tupiniquim.

28/07/2009

primeira pessoa

É muito interessante quando as pessoas se referem em terceira pessoa à primeira pessoa aqui que vos fala. Da chata falando a uma amiga, enciumada porque a outra amiga ganhou a disputa do paquera: Vou dar na cara dela. Da esposa falando ao filho, puta da vida porque achou mancha de batom na roupa do maridão: Junior, fala pra ele que hoje não tem janta.
Ei, eu estou aqui, de corpo presente em primeira pessoa. Fale pra mim.